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Relacionamentos com não cristãos, qual o limite de segurança?

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“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2 Co 6.14-15

Esse texto refere-se a metáfora de bois e cavalos que têm de andar uma grande distância juntos, expostos as mesmas regras, carregando o mesmo fardo, porque estão PRESOS na mesma canga. A idéia é que esses dois animais, por serem diferentes em muitos aspectos, estão compartilhando PESOS e PRESSÕES desiguais.

Jugo desigual com os incrédulos, para Calvino, era nada menos que “manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia”.

Isto NÃO quer dizer que os cristãos não podem manter vínculos de amizade com descrentes. O próprio Jesus afirmou que veio para os doentes, para os pecadores, e andava cercado deles. Contudo, os crentes não devem ter comunhão com SUAS OBRAS, ou seja, deixar-se ser influenciado pelas trevas do mundo (Efésios 5.11) e nem se colocar em jugo desigual, vivendo o mesmo tipo de vida que seus amigos levam.

O que faz nosso jugo desigual com os incrédulos são os princípios cristãos, reformulados por Deus em nosso interior, que regem as nossas vidas. Somos direcionados por conceitos e orientações (não simplesmente leis) que nos protegem e nos levam a uma vida segura em todos os aspectos (emocional, físico e, sobretudo, espiritual). Os descrentes, em geral, são direcionados por princípios muito diferentes dos nossos, em todas essas áreas, e crêem que eles estão no rumo certo.

Quanto maior o nível de intimidade em um relacionamento de amizade, maior o número de princípios expostos ao perigo. São os nossos amigos mais próximos os responsáveis pelas transformações no nosso comportamento depois dos 12 anos. É natural que absorvamos partes do comportamento de outras pessoas com as quais convivemos o tempo inteiro:

A – Absorvemos as gírias, o jeito de falar, de gesticular e até de agredir com palavras.

B – Absorvemos o jeito de vestir e de se pentear.

C – Absorvemos as ambições e os desejos de “status”.

D – Absorvemos, inclusive, sonhos e objetivos dessa vida (mudando nossos objetivos eternos por temporais e imediatos).

Somos influenciados na mesma proporção em que pensamos estar influenciando.

Alguns de nossos amigos descrentes são moralmente intocáveis, possuem conduta exemplar, são boas pessoas, “agem como cristãos”, aparentemente confiáveis. Por possuírem essas características, eles podem nos influenciar mais do que os tipicamente “mundanos”. Pois, o tempo inteiro, tentam nos convencer de que homossexualismo é uma escolha legítima de vida, que talvez não saibamos a verdade sobre Deus, que Jesus Cristo foi apenas um grande mestre, que Deus é tão bom que todos ganharão a vida eterna, inclusive os macumbeiros e que não precisamos perder nosso tempo compartilhando nossa fé com outros.

Parando para avaliar o quanto fomos influenciados no ÚLTIMO ano:

A – Que gírias novas você começou a usar?

B – Que roupas novas você comprou por ver seus amigos usando iguais?

C – Quantos lugares você quis ir porque a “galera” estaria lá?

D – Quantas festas você quis participar porque todo mundo estava sendo convidado ou planejando ir junto?

E – Quantas vezes você desejou que seus pais tivessem um carro diferente, ou um emprego diferente ou uma casa diferente?

F – Quantas vezes você sentiu vergonha por dizer que não teria como pagar por algo que seus amigos queriam fazer juntos?

Parando para avaliar o quanto você influenciou seus amigos no ÚLTIMO ano:

A – Quantos amigos começaram a ler a Bíblia por perceberem a importância que ela tem na sua vida?

B – Quantos amigos começaram a falar com Deus (orar) por ver o quanto isso faz diferença na sua vida?

C – Quantos amigos vieram te procurar em momentos difíceis por saber que você é cristão e que sempre tem uma palavra de incentivo e encorajamento?

D – Quantas vezes seus amigos pediram que você orasse por eles?

E – Quantos amigos perguntaram como poderiam ter um relacionamento pessoal com Deus, assim como você tem?

Depois de avaliar esses pontos, o que vocês podem dizer sobre o nível de influência presente nas amizades de vocês? Quem está influenciando mais quem afinal?

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que antes não éreis povo, mas, agora,sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” 2 Pe 2.9-10

Quando esquecemos quem somos e quem já fomos, tornamo-nos facilmente influenciados. Nós somos NAÇÃO SANTA, RAÇA ELEITA, POVO DE PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS, com um chamado específico de PROCLAMAR AS VIRTUDES DAQUELE QUE NOS CHAMOU. E ainda assim, queremos nos igualar aos que não conhecem a Deus, que são guiados pelo príncipe desse século, pelas leis que regem o complexo compulsivo do mundo.

Em resumo, não é pecado relacionar-se com descrentes, pelo contrário é seguir o exemplo supremo de Cristo de chamar pecadores ao arrependimento. Mas, devemos ter muita cautela à medida que nos aprofundamos nesses relacionamentos e, principalmente, quando percebermos que existem outras motivações além de “buscar e salvar o perdido”, porque nossas barreiras, naturalmente, diminuem nos expondo a todo tipo de influência que a pessoa pode exercer sobre nossas vidas. Assim, poderemos acabar sendo mais influenciados do que influenciando eles.

Escrito por Cleiton Fiuza


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